Desastre da Samarco, Vale e BHP

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A BHP Billiton é dona de 50% da Samarco ao lado da Vale, que detém a outra metade da mineradora. A gigante de commodities, que teve lucro de $ 13,8 bilhões no ano passado, chegou ao Brasil em 1984, quando adquiriu a Utah International Inc. e assumiu a participação que tinha da Samarco com a Vale.

O trágico episódio em Mariana (MG) está longe de ser a primeira grande crise a manchar a imagem da anglo-australiana BHP Billiton – a maior mineradora do mundo em valor de mercado em 2014 e uma das sócias da Samarco junto com a Vale –, mas pode se tornar o episódio mais fatal em um empreendimento da empresa até hoje.

É importante conhecer o rio Doce de ontem e de hoje para trabalharmos em sua recuperação – a única resposta aceitável a este clima. Neste espaço vamos publicar artigos de pesquisadores que trabalham com o Rio Doce:

  1. Entre a Informação e a Desinformação: A difícil análise de um acidente ambiental de magnitude nacional sem precedentes por Fábio Vieira.
    A Dra. Rosana Mazzoni (Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação – http://abeco.org.br/web/) solicitou um texto pequeno sobre o acidente na barragem de Fundão/SAMARCO. O espaço disponível no informativo era limitado e concentrei somente em algumas matérias sobre peixes que foram amplamente divulgadas e o quanto de impropriedades têm permeado a questão. O link para a matéria é esse: http://abeco.org.br/web/wp-content/uploads/ABECO_informativo_03.pdf
    Como o espaço no informativo é pequeno, as duas fotos que ilustravam parte da questão de impactos diferenciados entre o alto e médio/baixo rio Doce não puderam ser publicadas. Dessa forma, tomei a liberdade e encaminho também o texto original, cujas únicas diferenças se referem a um parágrafo (destacado em vermelho) e as fotos, que como falei anteriormente, não fazem parte da matéria original por questão de espaço.
    Espero que o texto auxilie no melhor entendimento do problema e também na busca de soluções adequadas.
    FVieira

  2. A Tragédia do Rio Doce e seu Peixes – o que se tem dito e a necessidade de boa informação por Carlos Bernardo Mascarenhas Alves
  3. Fala um capixaba que conhece de fato o Rio Doce-Vale a pena ver o vídeo.
    Infelizmente, a matéria seguia bem até o editor trocar uma fala importante. Quando a repórter comenta sobre cascudos (usaram uma foto de um bicho que não ocorre na bacia…que não é minha!), carás e traíra, eu havia explicado as espécies que são prováveis de retornarem com maior rapidez ao rio, e não as “raras ou ameaçadas” (nesse caso minha fala foi em relação ao surubim do Doce, encontrado ainda no rio Piranga, o afluente visto ao fundo na fala da repórter). Entretanto, todos sabem bem que após a entrevista não se tem mais qualquer controle sobre o que e como será editado. O pior de tudo é que matéria de jornal raramente apresenta uma errata!

    De qualquer modo, apesar desse “erro”, creio que no conjunto a matéria serviu para mostrar algo mais próximo da realidade…que acredito ser “O rio Doce não está morto”. Em breve teremos oportunidade de demonstrar isso com dados que estão sendo obtidos nessa semana!

    FVieira